terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Madrugada

 

O sangue percorre meu corpo
Um silêncio percorre os segundos
Não sinto meus pés no chão
Sinto é um vazio imenso na alma
Uma extrema calma
Eu quero chorar e gritar
Eu quero é sumir
E caminhar na escuridão
Com o coração quebrado e sangrando
Rasgando de solidão
Vago no céu estrelado
Acabou a noite, e chegou à madrugada.
Eu choro em lágrimas de sangue
Por não ter a liberdade
Por ficar só na vontade
De poder vagar mais alto
Em trevas imensas
Em noites densas
Sob os sepulcros vazios
Agora paro, sento em um telhado.
Reparo à noite, acabou a madrugada.
Dormirei aqui, sob a lua.
Minha branca lua
Como eu…
Meus olhos se fecham
 Minha alma vaga... E assim, pra mim...
Continua a madrugada...

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